Nossa infantilidade
Quem nunca abriu a Bíblia em busca de socorro? Quem nunca buscou uma resposta do Ser Superior? Nessa nossa sociedade da leitura e da escrita, é bem provável que muitos de nós já tenha recorrido à Bíblia procurando uma palavra de Deus para um problema ou situação. Quem nunca fechou seus olhos e passou os seus dedos pelas folhas da Bíblia, parando em uma determinada parte, promovendo assim meio que um sorteio de versículos para alcançar uma direção?
Sei que muitos podem nunca ter tido tal postura, e considerar tal atitude uma aberração, porém também sei que tantos outros (e me incluo nesse grupo) já recorreram a tal “mandinga santa”. E sabe o que é mais assombroso em meio a tal procedimento? É que muitas vezes Deus FALA.
E aí? Isso é bom ou ruim? A verdade é que eu não tenho uma resposta categórica valorativa para isso. Só sei que muitas vezes Deus fala. Porém, isso não significa um método, a forma certa, a melhor maneira de ouvir a voz de Deus. Sei que Deus fala, e quando Ele quer falar com alguém Ele não se prende aos métodos consagrados (louvor e pregação), Ele fala perdoando as nossas esquisitices, os nossos procedimentos ritualísticos religiosos. Simplesmente Ele fala porque Ele é o Verbo. Portanto, se alguém me diz que fechou seus olhos e folheou as páginas da Bíblia e Deus falou ao seu coração, quem sou eu para dizer que Deus não fala assim, não posso me intitular o conhecedor pleno da manifestação de Deus porque em parte conheço, não conheço por completo ainda. A única coisa que posso fazer é analisar o que foi dito e não a forma, a maneira como foi dito. Isso tudo implica em perceber que quem controla o processo é Ele e não eu.
Então, podemos recorrer a tal forma (sorteio de versículos) para ouvir a voz de Deus? A minha resposta é sim e não. Pois, tudo vai depender da sinceridade do nosso coração. A bíblia nos garante que Deus não rejeita um coração contrito e quebrantado, um coração sincero desvelado em carência de Deus. E, se toda essa sinceridade, se todo esse quebrantamento ocorre de fato dentro de mim posso por inocência em momentos específicos promover um sorteio de versículos e Deus falar poderosamente. E isso seria o sim para tal pergunta.
Agora, se por outro lado não há sinceridade na minha alma e nem inocência, porém uma atitude religiosa que se apega a um mero macete esquizofrênico como se Deus fosse um grande mágico e minha percepção de Deus se manifesta através de uma noção mística, como se o cumprimento de certos rituais ativasse Deus e assim Ele falasse, a minha resposta é não.
O âmago de toda questão é justamente a infantilidade espiritual inocente. E não maturidade religiosa procedimental. Deus quer que sejamos como crianças no tocante a dependência e a confiança. Quer que acreditemos que Ele é Deus que pode falar conosco através de um animal, através de um pôr do sol, através de uma caixa de algodão, através de sonhos, através de profetas, através de louvores, através da chuva ou da falta da chuva, através de um morador de rua, através de um homossexual, através de um “samaritano”, através de um NAZARENO, através de um dos filhos de José e Maria que vimos crescer aqui no nosso meio, através de um padre, através de um espírita, através de um integrante das religiões afro-brasileiras, através de um pedófilo. DEUS È DEUS e quando Ele quer falar, Ele fala. Não há como nós tentarmos mensurar ou apontar todas as formas como Deus fala, ou até mesmo os tipos de pessoas que Deus usa para falar conosco. Pois quem fala é Ele. E o que importa não é o meio pelo qual, ou a pessoa que Ele usa para falar conosco, e sim, se de fato o que está sendo falado vem Dele, vem do Seu AMOR, da Sua GRAÇA, da liberdade proposta por Jesus Cristo, se tem coerência, lógico e nexo espiritual com a sua palavra escrita. O que importa é o conteúdo dessa fala. O que importa é o teor, a essência.
A grande tônica disso tudo é a seguinte: Deus quer falar com o ser humano e para isso, ele respeita o estado de imaturidade espiritual do ser humano utilizando-se de estratégias multiformes. Por isso, que se Deus quiser falar com alguém Ele pode usar essa roleta de versículos. Só que, paradoxalmente, o grande contra-ponto é que isso revela justamente essa imaturidade espiritual do ser humano.
Deus por amor, e sempre com amor, se utiliza até mesmo dos nossos mecanismos mais estranhos em busca de resposta para situações maiores do que nós para falar conosco. E por causa desse amor Ele respeita e se compadece da nossa infantilidade, e fala conosco, pois esse é seu principal objetivo: a comunhão, o diálogo, o relacionamento, a paz com Ele.
Onde quero chegar com tudo isso? Quero chegar ao ponto que quando entendemos que somos infantis espiritualmente e que Deus quer falar conosco apesar dos nossos mecanismos, podemos romper com nossas esquisitices e simplesmente crer Nele, na Sua voz inconfundível, e buscar conversar com Ele sempre pela fé. E isso vai sempre nos levar para um local de intimidade e segredo: nosso quarto e sozinhos com Ele. Deus nos chama para uma conversa no nosso quarto, sozinho com Ele em segredo pois quer ouvir de nós o reconhecimento as verdades da nossa alma e não pediria que fizéssemos em público.
Sair da infantilidade do relacionamento com Deus e alcançar um certo grau de maturidade remete ao fato de entender isso com a alma. Deus quer um relacionamento em secreto. Dentro do quarto, dentro do coração, dentro da alma, dentro do Ser, dentro da existência, dentro do entendimento, da razão, da compreensão, dos desencontros existenciais, dentro daquilo que nenhum ser humano pode ver.
Apesar Dele respeitar nossa infantilidade e falar conosco de várias formas a forma que Ele ensinou foi a forma secreta pela fé com sinceridade, com almas expostas diante Dele.
Quem nunca abriu a Bíblia em busca de socorro? Quem nunca buscou uma resposta do Ser Superior? Nessa nossa sociedade da leitura e da escrita, é bem provável que muitos de nós já tenha recorrido à Bíblia procurando uma palavra de Deus para um problema ou situação. Quem nunca fechou seus olhos e passou os seus dedos pelas folhas da Bíblia, parando em uma determinada parte, promovendo assim meio que um sorteio de versículos para alcançar uma direção?
Sei que muitos podem nunca ter tido tal postura, e considerar tal atitude uma aberração, porém também sei que tantos outros (e me incluo nesse grupo) já recorreram a tal “mandinga santa”. E sabe o que é mais assombroso em meio a tal procedimento? É que muitas vezes Deus FALA.
E aí? Isso é bom ou ruim? A verdade é que eu não tenho uma resposta categórica valorativa para isso. Só sei que muitas vezes Deus fala. Porém, isso não significa um método, a forma certa, a melhor maneira de ouvir a voz de Deus. Sei que Deus fala, e quando Ele quer falar com alguém Ele não se prende aos métodos consagrados (louvor e pregação), Ele fala perdoando as nossas esquisitices, os nossos procedimentos ritualísticos religiosos. Simplesmente Ele fala porque Ele é o Verbo. Portanto, se alguém me diz que fechou seus olhos e folheou as páginas da Bíblia e Deus falou ao seu coração, quem sou eu para dizer que Deus não fala assim, não posso me intitular o conhecedor pleno da manifestação de Deus porque em parte conheço, não conheço por completo ainda. A única coisa que posso fazer é analisar o que foi dito e não a forma, a maneira como foi dito. Isso tudo implica em perceber que quem controla o processo é Ele e não eu.
Então, podemos recorrer a tal forma (sorteio de versículos) para ouvir a voz de Deus? A minha resposta é sim e não. Pois, tudo vai depender da sinceridade do nosso coração. A bíblia nos garante que Deus não rejeita um coração contrito e quebrantado, um coração sincero desvelado em carência de Deus. E, se toda essa sinceridade, se todo esse quebrantamento ocorre de fato dentro de mim posso por inocência em momentos específicos promover um sorteio de versículos e Deus falar poderosamente. E isso seria o sim para tal pergunta.
Agora, se por outro lado não há sinceridade na minha alma e nem inocência, porém uma atitude religiosa que se apega a um mero macete esquizofrênico como se Deus fosse um grande mágico e minha percepção de Deus se manifesta através de uma noção mística, como se o cumprimento de certos rituais ativasse Deus e assim Ele falasse, a minha resposta é não.
O âmago de toda questão é justamente a infantilidade espiritual inocente. E não maturidade religiosa procedimental. Deus quer que sejamos como crianças no tocante a dependência e a confiança. Quer que acreditemos que Ele é Deus que pode falar conosco através de um animal, através de um pôr do sol, através de uma caixa de algodão, através de sonhos, através de profetas, através de louvores, através da chuva ou da falta da chuva, através de um morador de rua, através de um homossexual, através de um “samaritano”, através de um NAZARENO, através de um dos filhos de José e Maria que vimos crescer aqui no nosso meio, através de um padre, através de um espírita, através de um integrante das religiões afro-brasileiras, através de um pedófilo. DEUS È DEUS e quando Ele quer falar, Ele fala. Não há como nós tentarmos mensurar ou apontar todas as formas como Deus fala, ou até mesmo os tipos de pessoas que Deus usa para falar conosco. Pois quem fala é Ele. E o que importa não é o meio pelo qual, ou a pessoa que Ele usa para falar conosco, e sim, se de fato o que está sendo falado vem Dele, vem do Seu AMOR, da Sua GRAÇA, da liberdade proposta por Jesus Cristo, se tem coerência, lógico e nexo espiritual com a sua palavra escrita. O que importa é o conteúdo dessa fala. O que importa é o teor, a essência.
A grande tônica disso tudo é a seguinte: Deus quer falar com o ser humano e para isso, ele respeita o estado de imaturidade espiritual do ser humano utilizando-se de estratégias multiformes. Por isso, que se Deus quiser falar com alguém Ele pode usar essa roleta de versículos. Só que, paradoxalmente, o grande contra-ponto é que isso revela justamente essa imaturidade espiritual do ser humano.
Deus por amor, e sempre com amor, se utiliza até mesmo dos nossos mecanismos mais estranhos em busca de resposta para situações maiores do que nós para falar conosco. E por causa desse amor Ele respeita e se compadece da nossa infantilidade, e fala conosco, pois esse é seu principal objetivo: a comunhão, o diálogo, o relacionamento, a paz com Ele.
Onde quero chegar com tudo isso? Quero chegar ao ponto que quando entendemos que somos infantis espiritualmente e que Deus quer falar conosco apesar dos nossos mecanismos, podemos romper com nossas esquisitices e simplesmente crer Nele, na Sua voz inconfundível, e buscar conversar com Ele sempre pela fé. E isso vai sempre nos levar para um local de intimidade e segredo: nosso quarto e sozinhos com Ele. Deus nos chama para uma conversa no nosso quarto, sozinho com Ele em segredo pois quer ouvir de nós o reconhecimento as verdades da nossa alma e não pediria que fizéssemos em público.
Sair da infantilidade do relacionamento com Deus e alcançar um certo grau de maturidade remete ao fato de entender isso com a alma. Deus quer um relacionamento em secreto. Dentro do quarto, dentro do coração, dentro da alma, dentro do Ser, dentro da existência, dentro do entendimento, da razão, da compreensão, dos desencontros existenciais, dentro daquilo que nenhum ser humano pode ver.
Apesar Dele respeitar nossa infantilidade e falar conosco de várias formas a forma que Ele ensinou foi a forma secreta pela fé com sinceridade, com almas expostas diante Dele.